Se havia alguma dúvida sobre o clima político em Teixeira de Freitas, ela foi resolvida com a abertura de três CPIs contra a gestão do prefeito Marcelo Belitardo. O que antes era estabilidade virou turbulência — e das fortes.
A Câmara Municipal decidiu investigar três áreas estratégicas: saúde, limpeza pública e a atuação da Procuradoria. Um trio que, convenhamos, cobre praticamente o coração da administração pública. Não é um detalhe — é um diagnóstico.
Na saúde, o foco está no contrato com o Instituto Setes. Problemas em licitações, falhas na prestação de contas e movimentações financeiras questionáveis formam um conjunto de suspeitas que dificilmente pode ser ignorado. Ainda que tudo precise ser comprovado, o cenário já é suficientemente desconfortável.
Na limpeza urbana, o número impressiona: R$ 35,4 milhões. Um investimento que, em tese, deveria garantir excelência no serviço. Mas o que chamou atenção mesmo foi a disparidade em relação a outros municípios.
E então há a Procuradoria-Geral do Município, envolvida em denúncias de abuso de autoridade e possíveis perseguições. Um tipo de acusação que, além de grave, compromete a confiança institucional.
As CPIs têm poderes amplos, podendo convocar testemunhas, requisitar documentos e produzir provas. Em outras palavras, não são apenas simbólicas — podem gerar consequências reais.
Para Marcelo Belitardo, o desafio agora é outro: explicar, justificar e, principalmente, convencer. Porque, quando três CPIs surgem ao mesmo tempo, a narrativa de normalidade fica difícil de sustentar.
Por Redação.
